Consciência:

Para Bicudo (2011, p. 31), “Consciência é compreendida como movimento intencional, efetuado pelo corpo-encarnado, ao ir de modo atento em direção ao focado como figura destacada do fundo, totalidade em que sempre estamos com os outros”.

A consciência, aqui na tese, não é um estado passivo de percepção, mas uma compreensão crítica da realidade, englobando a consciência do inacabamento (Freie, 2022b) e a consciência crítica (Freire, 2022b). Na pesquisa, isso significa que os educandos da EPJAI são levados a perceber a matemática não como uma disciplina abstrata e distante, mas como algo intrinsecamente presente em suas vidas e em seus contextos. Essa tomada de consciência é um passo para que se reconheçam como sujeitos capazes de compreender e intervir no mundo, superando a passividade imposta por modelos educacionais anteriores.

As implicações da consciência para a construção de práticas pedagógicas mais reflexivas e transformadoras são evidentes. A tese promove a consciência ao integrar a RE em projetos que conectam o aprendizado a problemas reais, como energia sustentável ou acessibilidade, incentivando os educandos a refletir sobre o impacto da tecnologia em suas vidas e na sociedade. O ambiente de diálogo dos círculos de cultura é projetado para estimular essa reflexão crítica, permitindo que os educandos questionem, analisem e articulem suas próprias compreensões. Esse processo transforma a sala de aula em um espaço onde a leitura do mundo é aprofundada, capacitando os educandos a não apenas se adaptarem à realidade, mas a agirem sobre ela, buscando sua transformação social e política.

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