Curiosidade:
Para Freire (2022b, p. 33), “A curiosidade como inquietação indagadora, como inclinação ao desvelamento de algo, como pergunta verbalizada ou não, como procura de esclarecimento, como sinal de atenção que sugere alerta faz parte integrante do fenômeno vital”.
Na tese temos uma distinção entre a curiosidade ingênua e a curiosidade epistemológica (Freire, 2022b). A curiosidade ingênua, presente no
senso comum, é o ponto de partida que, ao ser estimulada e criticizada, se
transforma em uma inquietação metodologicamente rigorosa, essencial para a
produção de conhecimento. Na EPJAI, estimular a curiosidade ajuda a romper com
a passividade e o desinteresse, transformando o aprendizado em uma aventura criadora.
As implicações da curiosidade para a construção de práticas pedagógicas mais efetivas e centradas no estudante são significativas. A pesquisa demonstra que a RE, com seus desafios práticos e a manipulação de materiais concretos, age como um catalisador para a curiosidade dos educandos. Eu, enquanto educadora, ao invés de simplesmente fornecer respostas, instiguei e desafiei essa curiosidade por meio de perguntas problematizadoras, incentivando a investigação e a descoberta autônoma. Esse estímulo não só aprofunda a compreensão dos conceitos matemáticos, mas também desenvolve o pensamento crítico, a capacidade de pesquisa e a autonomia intelectual, preparando os educandos para uma aprendizagem contínua e para a intervenção consciente no mundo.
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