Educador:
De acordo com Streck, Redin e Zitkoski (2019, p. 176), “ o papel do educador é contribuir com a força da especificidade de sua atuação pedagógica para transformar a escola e que sua formação, além da competência técnica, compreende um aprendizado político, inerente a todas as escolhas e decisões”.
O meu papel como educadora na pesquisa é redefinido como uma mediadora e facilitadora do processo de ensino-aprendizagem. Longe de ser uma depositária de conhecimento, tornei-me uma "aventureira responsável" que criou as possibilidades para a produção do saber pelos educandos (Freire, 2022b). A tese destaca qualidades indispensáveis ao educador, como a rigorosidade metódica, a humildade, a escuta atenta e o querer bem aos educandos (Freire, 2022b).
Além disso, o educador, como facilitador, contribui para a formação de indivíduos mais críticos e autônomos ao guiar os educandos no processo de "des(velamento)" dos saberes matemáticos. Isso se dá por meio de perguntas problematizadoras que transformam as experiências cotidianas em objetos de reflexão crítica, como quando questionei a matemática presente nos parafusos ou na construção da casa de papelão. Ao validar os saberes de experiência feitos e incentivar a transição da curiosidade ingênua para a curiosidade epistemológica, possibilitie o empoderamento dos educandos a se tornarem arquitetos de sua própria prática cognoscitiva.
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