Leitura de mundo:

De acordo com Streck, Redin e Zitkoski (2019, p. 285) “ A leitura do mundo e da palavra é, em Freire, direito subjetivo, pois, dominando signos e sentidos, nos humanizamos, acessando mediações de poder e cidadania”.

O conceito de leitura de mundo refere-se a compreensão prévia que os educandos têm de sua realidade, moldada por suas experiências e contexto sociocultural (Freire, 2022b). A tese argumenta que essa leitura de mundo deve ser o ponto de partida do processo educativo e precede sempre a leitura da palavra (Freire, 2022b) , o que significa que o educador deve respeitar e dialogar com o saber que os educandos trazem consigo. Ignorar essa leitura seria desrespeitar a dignidade e a autonomia dos educandos, especialmente os da EPJAI, que possuem vastas experiências de vida.

Ao contextualizar os saberes matemáticos e tecnológicos nos projetos com a RE, a tese permite que os educandos da EPJAI conectem o abstrato ao concreto, percebendo a matemática em suas atividades cotidianas, como na construção de uma casa ou na discussão de parafusos. Eu, enquanto educadora, problematizei essa leitura, transformando a curiosidade ingênua em curiosidade epistemológica, levando os alunos a uma compreensão mais profunda e crítica da realidade. Isso capacita os educandos a não apenas se adaptarem ao mundo, mas a agirem sobre ele de forma consciente e transformadora, utilizando o conhecimento como ferramenta para intervir em suas próprias realidades e buscar a justiça social.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cognoscente:

Conhecimento:

Referências utilizadas