Saber:
De
acordo com Streck, Redin e Zitkoski (2019, p. 53), “o saber do educando, a
bagagem acumulada pelo transcurso e sua vida social, é a base do conhecimento
que é constituído e reconstruído, em que o educando também é educador, sujeito
ativo do processo de aprendizagem. O saber popular, o senso comum, são partes
integrantes e indissociáveis do aprendizado do saber da ciência e da técnica”.
O conceito de saber na tese é tratado de forma plural, abrangendo não apenas o conhecimento formal e acadêmico, mas também os saberes de experiência feitos (Freire, 2022b), construídos na prática comunitária e nas vivências cotidianas dos educandos. A tese afima que o educador deve respeitar os saberes com que os educandos chegam à escola, usando-os como um ponto de partida para o diálogo e a construção de novos conhecimentos. O objetivo é integrar esses diferentes saberes, formalizando os informais e contextualizando os acadêmicos, a fim de promover uma compreensão mais rica e aplicável da realidade.
Desse modo, ao valorizar a diversidade de saberes, a tese empodera os educandos da EPJAI, reconhecendo sua inteligência prática e suas contribuições. As atividades de RE funcionam como um catalisador para o "des(velamento)" e a articulação desses saberes, como quando os educandos identificam geometria na construção de suas maquetes ou eletricidade em objetos desmontados. Esse processo não só aprofunda sua compreensão da matemática, mas também fortalece sua autoestima e capacidade de autoria intelectual. Ao unir teoria e prática, e formalizar os saberes de experiência feitos, a educação prepara os educandos para serem sujeitos críticos, capazes de mobilizar diferentes formas de conhecimento para intervir de forma consciente em seu mundo.
Caso queira conhecer outros tipos de saberes, click nesse link. Neste, você irá conhecer os saberes na perspectiva de Maurice Tardif.
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